HISTÓRIA E CINEMA

11 jun 2019

O JOGO DA IMITAÇÃO

 

O filme, baseado em fatos reais, tem como cenário a Inglaterra da Segunda Guerra Mundial e conta a história de Alan Turing, um matemático brilhante e lógico que precisa lidar com seus problemas de relacionamento com basicamente todos que conhce. Se utilizando do potencial de Turing, um grupo de ingleses é reunido pelo governo britânico para decifrar o tão famoso código alemão Enigma em menos de 18 horas e garantir que os ingleses consigam decodificar as mensagens enviadas para submarinos alemães e dar um possível fim à guerra. Apesar de suas atitudes, Turing logo se torna líder da equipe e inicia um processo de criação de uma máquina que descobriria as mensagens enviadas, mesmo sendo desacreditado por todos, exceto pela sua maior motivadora e amiga Joan Clarke, única mulher presente no projeto.

O longa conta com um elenco excepcional, tendo como trio principal Benedict Cumberbatch, Keira Knightley e Matthew Goode. A química entre os três é evidente na tela e sempre nos faz querer mais e mais da história. Cumberbatch sempre que representa algo nos faz sentir como se fosse de fato aquela pessoa, impossível não torcer por ele em todos os momentos da trama. A maravilhosa Keira Knightley é sempre acreditável e pura no que faz, sua atuação é limpa e notável, principalmente em meio a tantos homens no elenco, ela é a luz. Matthew Goode é o menos conhecido, porém não fica para trás em qualidade, consegue acompanhar os companheiros de tela sem grandes desafios.

O Jogo da Imitação me deixou de boca aberta em vários aspectos, como por exemplo, o roteiro que é escrito com detalhes onde os flashbacks são mostrados nos momentos corretos sem nos deixar perdidos, a fotografia é simplesmente magnífica e o ponto principal, seu elenco que não poderia ser melhor. A guerra em si não é um fator importante, mas sim como um gênio matemático lida com assuntos relacionados a pessoas e as consequências disso. É um drama de guerra que nos ensina a perceber que existe muito acontecendo ao nosso redor, mas muito mais acontecendo dentro de nós mesmos, porque apesar de Turing estar criando uma máquina para acabar com a guerra ele faz isso principalmente como um desafio pessoal de sempre se superar não para impressionar os outros, mas a ele mesmo, além de ter que lidar com casamento, pressão da sociedade e preconceitos contra homossexuais.

Com um final emocionante e capaz de arrancar lágrimas dos espectadores mais sensíveis, O Jogo da Imitação conta a trajetória de uma mente brilhante conseguindo amarrar vida pessoal e fatos históricos com muita precisão, não deixando que a obra se desenvolva de forma maçante e envolvendo o público com o drama de um herói de guerra.

 

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Ano III - Número 41 - junho./2019

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